quinta-feira, 14 de maio de 2015

O HOMEM QUE NÃO ABRIU MÃO DE NADA!

“... Sama, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram em Leí, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas; e o povo fugia de diante dos filisteus.
Pôs-se Sama no meio daquele terreno, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o Senhor efetuou grande livramento.” (2 Samuel 23:11-12)

Entre os valentes de Davi, arrolados em 2 Samuel 23, também está Sama. O seu grande feito foi firmar uma posição enquanto outros fugiam. Para ele, a opção óbvia teria sido seguir a maioria. Porém Sama ousou ficar – ainda que solitário!

Como os demais, Sama poderia ter considerada a questão uma coisa perdida: “Afinal, o que um único israelita poderia fazer contra tantos filisteus?” Porém, na força que Deus supre ele firmou posição e alcançou uma grade vitória. Que exemplo e que estímulo para os crentes desencorajados de hoje! Aqui aprendemos o que Deus pode fazer mediante um indivíduo cujo o coração lhe é integralmente consagrado. Se houver tão somente um indivíduo que não foge da questão, então Deus estará ao lado dele.

Sama venceu a batalha estabelecendo-se sobre o pouco que ainda restara das derrotas prévias. Somos freqüentemente recordados do fato que os crentes tem fracassado em render seu testemunho coletivo para Deus em meio a este mundo. E sabemos, da palavra de Deus, que este testemunho não poderá ser restabelecido ao estado original. Em virtude disto muitos nem estão mais dispostos a assumir posição por coisa alguma e correm em várias direções, seguindo após toda sorte de coisas. Ao final, no entanto, verifica-se que não perseveram em mais nada. Este, contudo, não é o caminho de Deus.

Não se deixe desencorajar pelo declínio entre o povo de Deus! Faça o que fez Sama: estabeleça-se com “ambas pernas” sobre aquilo que ainda restou após as derrotas – e você alcançará vitória! Nunca é tarde demais para se tomar posição em favor de Deus e Sua verdade.

Havendo um indivíduo tomando uma posição firme, este virá a ser um elemento referencial para agregar outros. Quando um cristão alcança uma vitória, outros serão encorajados por meio dela. Ao menos deveria ser assim, pois todos deveríamos nos alegrar pelos êxitos dos outros.

O que caracterizou Sama foi bem isto: por uma questão relativamente pequena – um campo de lentilhas – ele não se poupou de empenhar-se numa grande luta. Tratava-se, afinal, das lentilhas do povo de Deus; e o inimigo não deveria tomá-las.

O lema de Sama era: “não abrir mão de nada!” Iremos deparar com dificuldades justamente ali onde imaginamos estar estabelecidos. Os filisteus intentam roubar-nos, se possível, justamente aquelas bênçãos e recursos espirituais das quais temos maior necessidade. E então somente alcançaremos a vitória se nos dedicarmos à luta!

Não pensemos nunca que alguma porção da verdade seja de menor importância; pois, neste caso, uns abrirão mão desta, e outro daquela. Não. Cabe-nos defender toda a verdade, mesmo que, como Sama, estejamos inicialmente sós.   


Texto extraído do livro - A Igreja, plano de Deus. Como praticá-lo hoje?  

(Hamilton Smith)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

LOUVORES

Sempre que louvamos, Satanás foge. Por isso, Satanás odeia nosso louvor ao máximo. Ele usará toda a sua força para parar nosso louvor. Os filhos de Deus são tolos se param de louvar quando sofrem sob ambientes adversos e sentimentos oprimidos. Mas quando começam a conhecer mais a Deus, saberão que mesmo uma cadeia em Filipos pode se tornar um lugar para cantar hinos (Atos 16:25). Paulo e Silas estavam louvando a Deus na prisão; seus louvores quebrou todas as portas da prisão e rompeu suas cadeias. Paulo e Silas ofereceram sacrifícios de louvor a Deus ( Hb 13:15) independentemente do local e da situação em que se encontravam. As feridas ainda estavam expostas, a dor ainda não tinha sido amenizada; seus pés ainda estavam no tronco. O que havia lá para estarem alegres e poderem louvar? Mas havia lá duas pessoas com espírito transcendente, que tinha superado todas as barreiras da incredulidade. Estavam com os olhos fitos na real consolação. Eles viam que Deus ainda estava nos céus; Ele não tinha mudado. Eles mesmos poderiam ter mudado, seus sentimentos e mesmo o ambiente, poderiam ter mudado, mas Deus ainda estava no trono. Ele ainda era digno das suas ações de graça. Este tipo de louvor, que vem da dor e da perda, é um sacrifício de louvor e agrada a Deus. Quando se ora, estamos em meio a uma situação, mas, quando louvamos, pairamos por sobre a situação. O louvor opera onde a oração falha. Este é um princípio básico. Se não podemos orar, porque não louvar? Invariavelmente pensamos que devemos orar quando estamos tristes, oprimidos, feridos ou abatidos, contudo, nossas forças se exaurem e, por isso, somos vencidos. Se não podemos orar, então, devemos louvar. Por que não louvar? Aqui está uma oportunidade de ouro! Se você oferecer sacrifícios de louvor, nesse momento  o Espírito de Deus operará em você, abrirá as portas e quebrará todas as cadeias.



Watchman Nee